
Na partilha das riquezas de Troia, o prêmio mais disputado não era o ouro, mas as mulheres. Viúvas, órfãs, privadas de qualquer escolha, elas passam a integrar o espólio da guerra. Cada uma carrega sua própria ruína, figuras marcadas por perdas que não se encerram com a queda da cidade. Entre todas, é Hécuba quem mais desce ao fundo da tragédia. Rainha sem reino, mãe sem filhos, ela assiste à morte dos seus, um a um, até ser confrontada com o sacrifício final da sua filha, Polixena. Para os vencedores, a guerra terminou. Para as mulheres de Troia, sobreviventes, as dores da guerra serão eternas.
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